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TRE-RJ barra candidatura de esposa de nº 2 do Comando Vermelho

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou a candidatura de Mariana de Sousa (PP), esposa de Wilson da Silva Santos, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV). A decisão foi tomada por unanimidade pela Corte Eleitoral.

Mariana buscava disputar uma vaga nas eleições de 2026, mas teve o registro de candidatura questionado na Justiça Eleitoral. O caso integra uma série de decisões recentes do TRE-RJ relacionadas a candidatos que possuem vínculos ou relações próximas com integrantes de organizações criminosas.

A Corte vem adotando uma postura mais rigorosa na análise de candidaturas que possam representar riscos à legitimidade do processo eleitoral e à atuação do crime organizado na política.

Quem é Mariana de Sousa

Mariana de Sousa é filiada ao Progressistas (PP) e entrou na disputa eleitoral deste ano. A candidatura, porém, foi contestada diante de informações relacionadas ao seu vínculo familiar com Wilson da Silva Santos.

Wilson é apontado pelas autoridades como integrante da cúpula do Comando Vermelho e uma das principais lideranças da organização criminosa.

A relação conjugal foi considerada pela Justiça Eleitoral no julgamento do registro. A decisão não significa, por si só, que Mariana tenha cometido crime ou integrado a organização criminosa.

TRE-RJ endurece análise de candidaturas

A decisão ocorre em um momento de maior atenção da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro para a influência de organizações criminosas nas eleições.

Nas últimas semanas, o TRE-RJ também analisou outros registros de candidatos que possuem algum tipo de relação com pessoas investigadas ou apontadas como integrantes de grupos criminosos.

A preocupação das autoridades é evitar que organizações criminosas utilizem candidaturas e estruturas partidárias para ampliar influência política, acessar recursos públicos ou estabelecer novas formas de controle territorial.

O tribunal também tem discutido mecanismos para impedir que pessoas ligadas ao crime organizado consigam transformar influência econômica ou territorial em capital político.

Decisão ainda pode ser contestada

A rejeição do registro pelo TRE-RJ não encerra necessariamente a disputa judicial. A defesa da candidata pode recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderá analisar o caso em outra instância.

Até que haja uma decisão definitiva, a situação eleitoral da candidata permanece sujeita ao julgamento dos recursos eventualmente apresentados.

O registro de candidatura é o procedimento pelo qual a Justiça Eleitoral verifica se o candidato atende aos requisitos legais para disputar uma eleição. Entre os pontos analisados estão filiação partidária, domicílio eleitoral, idade mínima e eventual existência de causas de inelegibilidade.

A decisão sobre Mariana ocorre em meio a uma sequência de julgamentos do TRE-RJ envolvendo candidatos com suspeitas ou vínculos apontados com integrantes do crime organizado.