O governador e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), destacou nesta quinta-feira (10/9) a implantação do novo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) como um dos próximos grandes avanços na estrutura da saúde pública de Goiás. O Estado está adquirindo, por R$ 500 milhões, o prédio localizado no Conjunto Fabiana, na região do Parque das Laranjeiras, em Goiânia.
A primeira parcela da aquisição, de aproximadamente R$ 83 milhões, deve ser paga nos próximos dias. A previsão é que a transição dos serviços para a nova estrutura tenha início em janeiro.
Novo Hugo terá 500 leitos e estrutura ampliada e melhorada
A nova unidade contará com 500 leitos, 180 a mais do que os 320 atualmente disponíveis no Hugo, além de 20 salas cirúrgicas, o dobro da estrutura existente hoje.
Do total de salas, quatro já foram projetadas para receber equipamentos de cirurgia robótica. Segundo Daniel Vilela, a ampliação permitirá aumentar a realização de procedimentos, especialmente cirurgias eletivas, além de oferecer melhores condições de atendimento aos pacientes e de trabalho aos profissionais de saúde.
“Nós vamos oferecer o que há de melhor em qualidade e conforto ao cidadão goiano que vai utilizar o novo Hugo. Esse investimento é possível porque hoje o Estado vive absoluto equilíbrio fiscal”, afirmou o governador.
A aquisição foi apresentada por Daniel como parte de um planejamento de médio e longo prazo para a rede estadual de saúde. Durante sabatina realizada pela Rádio Positiva, ele afirmou que a atual situação financeira do Estado permite a realização de investimentos de grande porte sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Estado afirma ter R$ 8,5 bilhões em caixa
Durante a sabatina, Daniel Vilela destacou que Goiás possui atualmente cerca de R$ 8,5 bilhões em caixa, resultado, segundo ele, do processo de recuperação fiscal iniciado em 2019.
O governador comparou a situação atual com o cenário encontrado no início da gestão de Ronaldo Caiado. Naquele período, de acordo com Daniel, o Estado acumulava aproximadamente R$ 6 bilhões em dívidas de curto prazo com mais de 4 mil fornecedores.
“Então, hoje, é um momento completamente distinto, diferente da realidade que o governador Caiado assumiu em 2019”, afirmou.
Para Daniel, o equilíbrio fiscal possibilita ao Estado manter investimentos simultâneos em diferentes áreas, sem comprometer a capacidade de planejamento para os próximos anos.
Atual Hugo deve dar lugar ao Hospital da Mulher
A mudança para o novo prédio também deve abrir espaço para uma nova etapa de expansão da rede especializada. Após a transferência dos serviços do Hugo, a estrutura atualmente utilizada pelo hospital deverá passar por reforma para receber o Hospital da Mulher.
A proposta, segundo o governador, é ampliar a oferta de atendimento especializado e aproveitar a estrutura já existente para incorporar novos serviços à rede estadual de saúde.
Daniel também destacou os avanços registrados na regionalização da saúde nos últimos anos. Desde 2019, Goiás implantou ou estadualizou oito hospitais regionais e ampliou de três para 22 o número de municípios com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Com a expansão, o número de leitos de UTI passou de pouco mais de 200 para aproximadamente 780 em todo o Estado.
Outro indicador apresentado pelo governador foi o crescimento da realização de cirurgias eletivas. Em 2018, eram pouco mais de 2,1 mil procedimentos. Em 2025, o número ultrapassou 35 mil cirurgias.
A estrutura estadual também conta atualmente com seis policlínicas em funcionamento. Novas unidades estão previstas para os municípios de Campos Belos, Mineiros e Mozarlândia.
Com a implantação do novo Hugo, a expectativa do governo é ampliar não apenas a capacidade física da rede, mas também o uso de novas tecnologias no atendimento.
A previsão de quatro salas preparadas para receber equipamentos de cirurgia robótica é apontada como parte desse processo de modernização. A ampliação da estrutura também deve contribuir para aumentar a oferta de cirurgias eletivas e reduzir a pressão sobre a rede de urgência e emergência.
Para Daniel, o desafio dos próximos anos será combinar expansão do atendimento, melhoria da qualidade assistencial e incorporação tecnológica com responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
O governador relacionou a situação fiscal do Estado também à manutenção dos investimentos em infraestrutura. Atualmente, Goiás possui mais de 800 obras em execução, incluindo 81 intervenções rodoviárias.
Segundo Daniel, a estratégia é concluir os projetos já iniciados e, ao mesmo tempo, abrir novas frentes de investimento de maneira planejada, evitando comprometer o equilíbrio financeiro conquistado nos últimos anos.
“Você tem que planejar o futuro exatamente dentro de uma responsabilidade fiscal”, reforçou.