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Patrimônio de Jaques Wagner cresce 631% e alcança R$ 24,5 milhões em 2026

O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) aumentou 631% entre 2006 e 2026, segundo levantamento elaborado com base nas informações prestadas pelo parlamentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os bens declarados passaram de R$ 690 mil para R$ 24,52 milhões ao longo de duas décadas.

De acordo com os registros da Justiça Eleitoral, a evolução patrimonial ocorreu de forma gradual nos primeiros anos. Em 2006, Wagner declarou R$ 690 mil em bens; em 2010, o montante subiu para R$ 820 mil; em 2018, chegou a R$ 3,36 milhões; e, nas eleições de 2026, alcançou R$ 24,52 milhões. Somente entre 2018 e 2026, o crescimento foi de aproximadamente R$ 21,2 milhões.

O principal bem informado pelo senador é um crédito de R$ 13,8 milhões decorrente da venda de um terreno ao Esporte Clube Bahia e à Lagoons Empreendimentos SPE Ltda. Também constam na declaração aplicações financeiras, um apartamento em Salvador, participação em um sítio localizado em Andaraí (BA), veículos e investimentos em títulos e ações.

Entre os bens declarados estão um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 1,6 milhão, aplicações financeiras superiores a R$ 3,5 milhões, títulos de renda fixa, participações em fundos de investimento e veículos, como uma BYD Song Plus, uma Amarok, um Audi e uma Mercedes-Benz.

Jaques Wagner também é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. As investigações incluem a suspeita de que um apartamento teria sido adquirido por um ex-sócio ligado à instituição financeira em benefício do senador. O parlamentar nega qualquer irregularidade, afirma que o imóvel nunca integrou seu patrimônio e diz estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.