O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um jatinho executivo ligado a empresas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em uma viagem dos Estados Unidos a Brasília, em janeiro de 2025. A informação foi divulgada pela revista Piauí e repercutiu na imprensa nacional.
O parlamentar estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador. O voo partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, com destino à capital federal.
A aeronave, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, pertencia formalmente à empresa Fraction 024. Uma das três cotas do avião estava vinculada à Prime You, companhia da qual Vorcaro era sócio na época da viagem.
Advogado afirma ter pago o voo
Willer Tomaz afirmou que foi responsável pelo custeio do trecho, utilizando as horas de voo correspondentes à sua cota. Segundo o advogado, os passageiros viajaram como convidados, sem cobrança ou contrapartida.
Tomaz também declarou que não conhecia Daniel Vorcaro e que não mantinha negócios com o ex-banqueiro. De acordo com sua manifestação, ele só tomou conhecimento da participação de Vorcaro na estrutura relacionada ao avião em abril de 2026.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, ironizou a repercussão do caso nas redes sociais. “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, publicou.
Relação com negociações para filme
A viagem ocorreu durante o período de negociações para financiar Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagens apontaram que Vorcaro negociou recursos para a produção e que Flávio participou diretamente das tratativas.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Federal. A ligação societária entre uma empresa de Vorcaro e a aeronave não comprova, isoladamente, que o empresário tenha financiado o voo de Flávio Bolsonaro.