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Flávio Bolsonaro tem apoio de 12 governadores eleitos; Lula reúne cinco

Levantamento mostra vantagem do candidato do PL entre os governadores eleitos no primeiro turno; outros quatro não declararam apoio formal a nenhum dos presidenciáveis que disputam o segundo turno.
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Lula garante versão universitária do “Pé de Meia” caso seja reeleitoO senador Flávio Bolsonaro (PL) reúne o apoio de 12 dos 21 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com o respaldo de cinco. Os dados foram divulgados pelo InfoMoney nesta quarta-feira (14), a 11 dias do segundo turno da disputa presidencial, marcado para 25 de outubro.

Outros quatro governadores eleitos ainda não declararam apoio formal a nenhum dos candidatos à Presidência. O cenário evidencia a distribuição das alianças políticas estaduais na reta final da campanha, com Flávio reunindo adesões de gestores de diferentes regiões do país e Lula concentrando seus apoios entre governadores do Nordeste.

Entre os aliados do candidato do PL estão os governadores eleitos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, três dos estados mais populosos do Brasil. Goiás também integra a lista, com o governador eleito Daniel Vilela (MDB), que declarou apoio a Flávio Bolsonaro.

Quais governadores eleitos apoiam Flávio Bolsonaro

Dos 12 governadores eleitos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro, seis são filiados ao PL, partido do senador. Os demais pertencem a outras legendas, como Republicanos, MDB, PP e Podemos.

Veja a lista dos governadores eleitos que apoiam o candidato:

  • São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos);
  • Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos);
  • Paraná: Sergio Moro (PL);
  • Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL);
  • Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL);
  • Rondônia: Marcos Rogério (PL);
  • Roraima: Arthur Henrique (PL);
  • Santa Catarina: Jorginho Mello (PL);
  • Goiás: Daniel Vilela (MDB);
  • Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos);
  • Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP);
  • Pará: Dr. Daniel (Podemos).

O apoio de Daniel Vilela coloca Goiás entre os estados com palanque declarado para Flávio Bolsonaro. O governador eleito havia formalizado a adesão à candidatura do senador na semana anterior.

Lula tem cinco governadores eleitos como aliados

O presidente Lula recebeu apoio formal de cinco governadores eleitos no primeiro turno. Todos são de estados do Nordeste, região em que o petista obteve seu principal desempenho eleitoral na primeira etapa da votação.

Confira os aliados de Lula entre os governadores eleitos:

  • Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT);
  • Ceará: Elmano de Freitas (PT);
  • Paraíba: Lucas Ribeiro (PP);
  • Piauí: Rafael Fonteles (PT);
  • Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD).

Três dos cinco governadores são filiados ao PT, partido de Lula. Os outros dois pertencem ao PP e ao PSD, respectivamente.

A distribuição dos apoios mostra que a articulação do presidente se concentra, até o momento, em estados nordestinos. Já Flávio Bolsonaro conseguiu reunir adesões em diferentes regiões, incluindo os três maiores colégios eleitorais do país.

Quatro governadores ainda não declararam apoio

Entre os 21 governadores eleitos no primeiro turno, quatro não haviam manifestado apoio formal a nenhum dos dois candidatos à Presidência até a publicação do levantamento.

São eles:

  • Alagoas: JHC (PSDB);
  • Amapá: Dr. Furlan (PSD);
  • Maranhão: Eduardo Braide (PSD);
  • Pernambuco: Raquel Lyra (PSD).

A ausência de um posicionamento formal não significa necessariamente neutralidade de todos os integrantes dos respectivos governos ou partidos, mas indica que esses gestores não haviam declarado apoio a um dos presidenciáveis naquele momento.

Candidatos a governos estaduais também entram na disputa por apoios

Além dos governadores eleitos no primeiro turno, candidatos que disputam o segundo turno em estados e no Distrito Federal também se posicionaram sobre a eleição presidencial.

Levantamento publicado pela CNN Brasil em 13 de outubro apontou que Flávio Bolsonaro contava com o apoio declarado de sete candidatos que ainda disputavam governos estaduais, enquanto Lula tinha o respaldo de três. Outros dois candidatos permaneciam sem apoio formal a qualquer um dos presidenciáveis.

A movimentação amplia a disputa por alianças regionais na reta final da campanha. Os apoios podem contribuir para a mobilização de lideranças, partidos e eleitores nos estados, embora não representem garantia de transferência automática de votos.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro e Lula disputarão a preferência dos eleitores.