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Fachin recebe coordenador de Flávio Bolsonaro e líder do governo Lula nesta terça-feira

Rogério Marinho se reúne com presidente do STF para discutir decisões da Corte com possíveis reflexos no TSE; Teresa Leitão também será recebida pelo ministro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebe nesta terça-feira (6/10) dois nomes ligados aos principais grupos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Às 13h, Fachin se reúne com Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Uma hora depois, às 14h, o presidente do Supremo recebe Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo Lula no Senado.

Rogério Marinho discutirá decisões do STF

De acordo com a reportagem, Marinho pretende levar ao presidente do STF questionamentos sobre decisões de ministros da Corte que, segundo ele, teriam impacto sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O encontro ocorre em um momento de forte tensão entre o Supremo e setores do PL. O partido passou a defender, inclusive, medidas contra ministros da Corte após o resultado do primeiro turno.

Marinho também deverá transmitir a Fachin uma sinalização política importante: caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, a intenção seria não promover uma “caça às bruxas” contra integrantes do Supremo.

Líder do governo Lula também terá encontro com Fachin

Às 14h, Teresa Leitão será recebida por Fachin. Segundo o Metrópoles, o convite para a reunião partiu do próprio presidente do STF.

A pauta oficial foi definida como “assuntos institucionais”. A líder do governo no Senado deverá ouvir as orientações de Fachin antes de apresentar eventuais ponderações da base governista.

Reuniões acontecem após primeiro turno

Os encontros ocorrem apenas dois dias depois do primeiro turno das eleições de 2026, marcado pela vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O cenário eleitoral também aumentou a importância política do Judiciário. Durante a campanha, decisões do STF foram incorporadas às estratégias dos candidatos, enquanto integrantes do PL passaram a defender medidas como o impeachment de ministros da Corte.

Na segunda-feira (5/10), Lula afirmou que estaria “carregando nas costas” a suposta “promiscuidade” que, segundo ele, teria se estabelecido no Supremo após as revelações envolvendo o Banco Master. A declaração ocorreu durante a primeira reunião da coordenação de sua campanha após o primeiro turno.

O que as reuniões representam

A sequência dos encontros coloca Fachin no centro das articulações institucionais que envolvem os dois campos políticos que disputam a Presidência.

De um lado, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro busca tratar de questões relacionadas à atuação do STF e seus possíveis efeitos sobre o processo eleitoral. De outro, a líder do governo Lula participa de uma reunião classificada oficialmente como institucional.

Por si só, os encontros não permitem concluir que o STF esteja apoiando qualquer candidato. Eles, porém, mostram o peso que o Supremo adquiriu no cenário político e eleitoral brasileiro neste momento.