O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), voltou a cobrar do governo federal maior atenção às obras e aos projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Estado. Segundo o governador, demandas apresentadas por Goiás à União não teriam recebido o andamento esperado.
A cobrança envolve projetos considerados prioritários para diferentes regiões goianas e que dependem, total ou parcialmente, de participação do governo federal.
Entre as iniciativas apresentadas anteriormente pelo governo de Goiás estão a ampliação do BRT entre Santa Maria (DF) e Luziânia, o projeto de irrigação e fruticultura do Vão do Paranã e o apoio à implantação do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora). Também foram discutidos investimentos em novas policlínicas e no sistema penitenciário estadual.
Daniel critica falta de avanço em projetos
Ao comentar a situação, Daniel Vilela afirmou que Goiás tem apresentado ao governo federal uma série de demandas consideradas importantes para a infraestrutura, a saúde, a mobilidade e o desenvolvimento econômico.
Na avaliação do governador, a falta de avanço em algumas dessas iniciativas representa uma dificuldade para a execução de projetos que poderiam beneficiar diretamente a população goiana.
A manifestação ocorre em meio à discussão sobre a participação da União em obras estruturantes no Estado. Em 2023, por exemplo, o governo goiano informou ter levado ao Ministério da Casa Civil uma relação de projetos prioritários para avaliação federal. Na ocasião, o então governo estadual afirmou que aguardava uma análise da União sobre a possibilidade de inclusão das obras no plano de investimentos federais.
Obras consideradas estratégicas para Goiás
Entre os projetos apresentados está a extensão do BRT de Santa Maria, no Distrito Federal, até Luziânia. A proposta foi estimada em R$ 420 milhões e, segundo o governo estadual, poderia beneficiar moradores de municípios do Entorno que se deslocam diariamente para o Distrito Federal.
Outra iniciativa é o projeto de irrigação e fruticultura do Vão do Paranã, no Nordeste Goiano. A proposta busca ampliar a produção agrícola, gerar empregos e estimular a atividade econômica em uma das regiões historicamente mais carentes do Estado.
Na área da saúde, o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás também foi incluído entre as prioridades apresentadas à União. O empreendimento já vinha sendo executado pelo governo estadual, com investimentos próprios e participação relacionada ao terreno cedido pela União.
Disputa por investimentos federais
A cobrança de Daniel ocorre em um cenário de disputa por recursos e investimentos entre Estados e governo federal. Para as administrações estaduais, a participação da União pode acelerar projetos de grande porte e ampliar a capacidade de investimento em áreas como infraestrutura, mobilidade e saúde.
Em Goiás, a discussão também envolve a continuidade de uma política de investimentos em infraestrutura iniciada na gestão de Ronaldo Caiado. Daniel Vilela tem afirmado que pretende manter o ritmo de execução de obras e projetos estruturantes no Estado.
A avaliação sobre quais projetos devem receber recursos federais, entretanto, depende de decisões orçamentárias, critérios técnicos e articulações entre os governos estadual e federal.
O que está em discussão
A principal questão colocada pelo governo de Goiás é o andamento de projetos considerados prioritários para o Estado. Daniel Vilela cobra que a União avance nas iniciativas apresentadas e amplie sua participação em obras de interesse regional.
Do lado federal, a definição de investimentos depende da disponibilidade orçamentária e dos processos necessários para cada empreendimento.
A discussão deve continuar ao longo dos próximos meses, especialmente diante da importância de obras de mobilidade, saúde e infraestrutura para diferentes regiões de Goiás.