Levantamento mostra Ronaldo Caiado apenas em terceiro lugar na disputa presidencial dentro do próprio Estado e indica que sua tentativa de projeção nacional pode ter enfraquecido a hegemonia política construída em Goiás.
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Os números da nova pesquisa do Instituto Gazeta de Pesquisas (IGAPE), contratada pela TV Atual, com base em 2.000 entrevistas, do período de 29/08 a 05/09/2026, com margem de erro ±2,2 p.p. e nível de confiança de 95%, com registro eleitoral nº BR-09920/2026 – Presidente, acendem um sinal de alerta para Ronaldo Caiado. Na corrida presidencial, o governador (PSD) aparece com 18,4% das intenções de voto em Goiás, atrás de Flávio Bolsonaro (PL), com 31,2%, e Lula (PT), com 21,4%.
O dado é politicamente significativo. Depois de oito anos à frente do Estado, Caiado não consegue liderar a preferência presidencial nem mesmo entre os goianos. A diferença de 12,8 pontos para Flávio Bolsonaro mostra que boa parte do eleitorado conservador de Goiás não acompanhou o governador em seu projeto nacional.
A ambição de disputar a Presidência, que deveria representar o auge de sua trajetória política, pode ter produzido efeito contrário: Caiado deixou a segurança de uma liderança estadual consolidada para disputar um espaço nacional onde ainda encontra dificuldades até em sua própria base eleitoral.
Ainda é cedo para decretar o fim de uma era. Mas os números mostram que a hegemonia de Ronaldo Caiado já não parece tão incontestável quanto antes. A candidatura presidencial pode ter sido o movimento que acelerou essa transição.
A luz vermelha está acesa no grupo caiadista. A lei do ex pode ser cruel, ainda mais quando vem acompanhada de uma pitada de ambição.
