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Aava Santiago fica fora da Câmara mesmo com a 7ª maior votação em Goiás

Candidata do PSB recebeu 123.311 votos e terminou na sétima posição entre os mais votados, mas o partido não conquistou uma das 17 cadeiras de Goiás.

Aava Santiago (PSB) não foi eleita deputada federal por Goiás, apesar de ter recebido 123.311 votos e alcançado a sétima maior votação individual do estado nas eleições de 2026. A vereadora de Goiânia ficou à frente de candidatos que conquistaram uma das 17 cadeiras destinadas a Goiás na Câmara dos Deputados.

O resultado chama atenção porque Aava recebeu mais votos do que vários candidatos eleitos. A explicação está no sistema proporcional, utilizado nas eleições para deputado federal, no qual as cadeiras são distribuídas inicialmente entre partidos e federações, e não simplesmente pelos candidatos individualmente mais votados.

Aava teve 123 mil votos, mas o PSB não conquistou cadeira

Com a totalização da eleição, Aava Santiago obteve 123.311 votos, equivalentes a 3,42% dos votos válidos para deputado federal em Goiás. Ela terminou na sétima posição entre os candidatos mais votados individualmente.

Apesar do desempenho, o PSB não conseguiu votos suficientes para conquistar uma das 17 cadeiras destinadas ao estado.

A situação fez com que Aava ficasse fora da Câmara mesmo tendo uma votação superior à de candidatos eleitos por outras legendas.

O contraste fica evidente quando comparado ao último candidato eleito: Fábio Sousa (PL) conquistou uma cadeira com pouco mais de 43 mil votos.

Por que Aava não foi eleita?

A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional.

Nesse modelo, os votos recebidos pelos candidatos são somados aos votos de legenda para determinar a votação de cada partido ou federação. A partir desse resultado, as cadeiras são distribuídas entre as legendas.

Somente depois dessa etapa é que os candidatos mais votados dentro de cada partido ou federação ocupam as vagas conquistadas.

Por isso, não basta estar entre os candidatos individualmente mais votados do estado para garantir uma cadeira na Câmara.

No caso de Aava, sua votação individual foi suficiente para colocá-la na sétima posição geral, mas o desempenho do PSB não garantiu uma cadeira.

Aava recebeu mais votos que 10 deputados eleitos

O resultado também chama atenção pela diferença entre as votações individuais.

Aava Santiago recebeu mais votos do que diversos candidatos que conquistaram uma das 17 vagas de Goiás.

Entre os eleitos está Fábio Sousa, do PL, que teve aproximadamente 43,6 mil votos. Aava recebeu cerca de 79,7 mil votos a mais que ele.

A diferença não significa, entretanto, que os votos de Aava tenham sido desconsiderados. Eles foram contabilizados normalmente e participaram da votação obtida pelo PSB. O que não ocorreu foi a conquista de uma cadeira pela legenda.

Bruno Peixoto foi o deputado federal mais votado de Goiás

O candidato mais votado para deputado federal em Goiás foi Bruno Peixoto (União Brasil), com 207.899 votos.

Na sequência apareceram:

  • Delegada Adriana Accorsi (PT): 177.103 votos
  • Fred Rodrigues (PL): 152.380 votos
  • Flávia Morais (MDB): 143.497 votos
  • Magda Mofatto (PL): 131.983 votos
  • Lucas do Vale (PSD): 126.679 votos
  • Aava Santiago (PSB): 123.311 votos

Mesmo ocupando a sétima posição individual, Aava não aparece entre os 17 eleitos.

Goiás elegeu 17 deputados federais

Goiás tem direito a 17 representantes na Câmara dos Deputados. Com a conclusão da apuração, essas vagas foram distribuídas entre diferentes partidos e federações.

O resultado mostrou, mais uma vez, como o sistema proporcional pode produzir uma lista de eleitos diferente do ranking individual de votação.

Entre os eleitos estão nomes como Bruno Peixoto, Delegada Adriana Accorsi, Fred Rodrigues, Flávia Morais, Magda Mofatto, Lucas do Vale, Adriano do Baldy, Daniel Agrobom e José Nelto.

Entenda o sistema proporcional

Nas eleições para deputado federal, o eleitor pode votar nominalmente em um candidato ou diretamente na legenda.

Os votos válidos destinados aos candidatos de uma mesma legenda são somados aos votos de legenda para determinar o desempenho partidário ou da federação.

Depois da distribuição das cadeiras, os candidatos mais votados dentro de cada legenda ocupam as vagas conquistadas, respeitadas as regras eleitorais.

É justamente esse mecanismo que explica situações em que um candidato com votação individual elevada não é eleito enquanto outro, com menos votos, consegue uma cadeira.

Exemplo da eleição de 2026

Aava Santiago (PSB)
123.311 votos
7ª maior votação individual
Não eleita

Fábio Sousa (PL)
cerca de 43,6 mil votos
Menor votação entre os eleitos
Eleito

A diferença está no desempenho das respectivas legendas na disputa proporcional, e não em uma comparação direta entre as votações individuais dos dois candidatos.

Resultado mostra importância das chapas partidárias

O caso de Aava Santiago evidencia a importância da formação das chapas e do desempenho coletivo dos partidos e federações nas eleições proporcionais.

Uma candidatura pode obter uma votação expressiva individualmente, mas, se sua legenda não alcançar os critérios necessários para participar da distribuição de cadeiras, o candidato não será eleito.

A situação também ajuda a explicar por que o ranking dos candidatos mais votados não corresponde necessariamente à lista final de deputados eleitos.

Aava, portanto, encerra a eleição de 2026 como a sétima candidata mais votada individualmente em Goiás para a Câmara, mas sem uma cadeira no Congresso Nacional.