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13 deputados estaduais de Goiás não conseguem reeleição; veja quem ficou fora da Alego

Disputa para a Assembleia Legislativa de Goiás terminou com mudanças importantes na composição da Casa; sete dos parlamentares derrotados tiveram aumento na votação em relação a 2022

A eleição para deputado estadual em Goiás provocou uma renovação significativa na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Dos parlamentares que tentaram renovar o mandato nas eleições de 2026, 13 não conseguiram uma das 41 cadeiras da Casa para a legislatura 2027-2030.

O resultado chama atenção porque nem todos os derrotados tiveram queda na votação. Sete deputados aumentaram o número de votos em comparação com 2022, mas ainda assim ficaram fora da próxima composição da Assembleia. Outros seis registraram redução na votação.

A nova legislatura terá início em fevereiro de 2027. Com 100% das urnas apuradas, Carol do Amiltinho (MDB) terminou como a candidata mais votada para deputado estadual, com 109.002 votos, enquanto 41 nomes foram confirmados para ocupar as cadeiras da Alego.

Deputados que aumentaram a votação, mas não foram eleitos

Entre os 13 parlamentares que não conseguiram a reeleição, sete tiveram desempenho individual superior ao registrado quatro anos atrás.

Cristiano Galindo

Cristiano Galindo, do Solidariedade, recebeu 32.709 votos em 2026. Em 2022, havia obtido 17.788 votos.

O crescimento foi de 14.921 votos, equivalente a 83,88%. Apesar da forte alta, o parlamentar não conseguiu uma vaga na próxima composição da Alego.

Cristóvão Tormin

Cristóvão Tormin, do PRD, também teve uma expansão expressiva na votação.

Ele passou de 17.484 votos em 2022 para 31.454 em 2026, um acréscimo de 13.970 votos. O crescimento proporcional foi de 79,90%.

Mauro Rubem

O deputado Mauro Rubem (PT) recebeu 38.206 votos, contra 22.304 na eleição anterior.

Foram 15.902 votos a mais, crescimento de 71,30%. Mesmo com uma das maiores evoluções entre os candidatos que buscavam a reeleição, o petista ficou fora da lista dos eleitos.

Julio Pina

Julio Pina, do Solidariedade, passou de 21.243 votos em 2022 para 30.225 em 2026.

A diferença foi de 8.982 votos, ou 42,28% de crescimento. Ainda assim, o resultado não foi suficiente para assegurar uma cadeira na próxima legislatura.

Gugu Nader

Gugu Nader (PSDB) também ampliou sua votação.

O candidato recebeu 26.050 votos, contra 21.743 em 2022. Foram 4.307 votos adicionais, correspondentes a uma alta de 19,81%.

Karlos Cabral

Karlos Cabral, do PSB, saiu de 18.777 votos em 2022 para 20.874 em 2026.

O crescimento foi de 2.097 votos, ou 11,17%. Mesmo com a melhora no desempenho individual, ele não alcançou uma das vagas disponíveis.

Rosângela Rezende

Rosângela Rezende (Agir) completou o grupo de candidatos que aumentaram a votação.

Ela recebeu 21.700 votos, ante 19.965 quatro anos antes. O crescimento foi de 1.735 votos, equivalente a 8,69%.

Seis deputados tiveram queda na votação

O outro grupo é formado por seis parlamentares que receberam menos votos em 2026 do que em 2022.

Clécio Alves

Clécio Alves, do PSDB, teve a maior redução proporcional entre os 13 deputados que não conseguiram renovar o mandato.

Ele recebeu 14.087 votos, contra 28.322 em 2022. Foram 14.235 votos a menos, uma queda de 50,26%.

Vivian Naves

Vivian Naves (Republicanos) teve a maior perda em números absolutos.

A deputada passou de 38.574 votos em 2022 para 22.225 em 2026, uma diferença de 16.349 votos e redução de 42,38%.

A derrota também alterou a representação política de Anápolis na Alego. Dos quatro deputados estaduais eleitos em 2022 com forte ligação com o município, Vivian Naves e Coronel Adailton não conseguiram renovar os mandatos.

Veter Martins

Veter Martins, do PSB, recebeu 18.449 votos neste ano.

Em 2022, havia alcançado 30.836 votos. A diferença de 12.387 votos representa uma queda de 40,17%.

Major Araújo

Major Araújo (PL) também terminou a disputa com uma votação menor.

Ele passou de 33.928 votos em 2022 para 29.234 em 2026, uma redução de 4.694 votos, equivalente a 13,84%.

Coronel Adailton

Coronel Adailton, do Solidariedade, recebeu 23.606 votos, contra 25.610 na eleição anterior.

A queda foi de 2.004 votos, ou 7,83%. O resultado impediu o parlamentar de conquistar o terceiro mandato consecutivo na Assembleia.

Lincoln Tejota

Ex-vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota (União Brasil) foi o candidato não reeleito com a maior votação individual entre os 13 derrotados.

Ele obteve 39.105 votos, contra 41.456 em 2022. A queda foi de 2.351 votos, equivalente a 5,67%.

Lista dos 13 deputados que não conseguiram a reeleição

Deputado Partido Votos em 2022 Votos em 2026 Variação
Lincoln Tejota União Brasil 41.456 39.105 -5,67%
Mauro Rubem PT 22.304 38.206 +71,30%
Cristiano Galindo Solidariedade 17.788 32.709 +83,88%
Cristóvão Tormin PRD 17.484 31.454 +79,90%
Julio Pina Solidariedade 21.243 30.225 +42,28%
Major Araújo PL 33.928 29.234 -13,84%
Gugu Nader PSDB 21.743 26.050 +19,81%
Coronel Adailton Solidariedade 25.610 23.606 -7,83%
Vivian Naves Republicanos 38.574 22.225 -42,38%
Rosângela Rezende Agir 19.965 21.700 +8,69%
Karlos Cabral PSB 18.777 20.874 +11,17%
Veter Martins PSB 30.836 18.449 -40,17%
Clécio Alves PSDB 28.322 14.087 -50,26%

Os números mostram que a votação individual, embora importante, não determina sozinha quem ocupará uma cadeira na Assembleia.

Por que deputados com mais votos ficaram de fora?

A explicação está no sistema proporcional, utilizado nas eleições para deputado estadual e deputado federal.

Nesse modelo, as cadeiras não são distribuídas simplesmente seguindo a ordem dos candidatos mais votados. Primeiro, é considerado o desempenho eleitoral dos partidos e federações para definir quantas vagas cada grupo terá. Depois, as cadeiras são preenchidas pelos candidatos daquela legenda ou federação conforme as regras eleitorais.

Por isso, um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro parlamentar eleito e, ainda assim, não conquistar uma cadeira.

Foi o que ocorreu em Goiás. Lincoln Tejota e Mauro Rubem, por exemplo, receberam mais votos do que alguns candidatos que conseguiram entrar na Assembleia. Neto Karfan (Novo), por exemplo, garantiu uma cadeira com votação inferior à dos dois parlamentares que ficaram fora.

A composição oficial da 21ª Legislatura da Alego terá 41 deputados, com MDB, PL, União Brasil, PT e PRD entre as maiores bancadas. Os novos parlamentares assumirão os mandatos em fevereiro de 2027.

Eleição muda composição da Assembleia

O resultado de 2026 representa uma renovação importante no Legislativo estadual. Além dos 13 deputados que tentaram a reeleição e não conseguiram, novos nomes chegam à Assembleia para a legislatura 2027-2030.

A maior votação ficou com Carol do Amiltinho (MDB), que recebeu 109.002 votos, seguida por Fabrício Rosa (PT), com 81.540, e Issy Quinan (MDB), com 73.433.

Com a apuração concluída, os 41 eleitos passam a formar a composição que assumirá a Assembleia Legislativa a partir de fevereiro do próximo ano.